DIREITO AO ÓCIO
Palavras-chave:
Trabalho; Jornada; Ócio; PreguiçaResumo
O artigo analisa a centralidade do trabalho na sociedade contemporânea e a contradição entre os avanços tecnológicos e a permanência de jornadas excessivas, que limitam o tempo livre dos trabalhadores. Aborda a jornada de trabalho no Brasil, destacando sua limitação como direito fundamental e defendendo sua redução como meio de melhorar a qualidade de vida sem prejuízos ao emprego. Também apresenta uma análise histórica do trabalho, mostrando que sua origem está associada à ideia de sofrimento e que, ainda hoje, pode gerar alienação e exploração. O texto valoriza o ócio, com base em autores como Paul Lafargue e Domenico De Masi, como um espaço de liberdade, criatividade e desenvolvimento humano. Nesse sentido, critica a lógica capitalista que supervaloriza a produtividade e desqualifica o tempo livre. Por fim, conclui que o direito ao ócio deve ser reconhecido como um direito fundamental, essencial para garantir dignidade, equilíbrio social e uma vida mais plena.