ANÁLISE DOS EFEITOS HEMODINÂMICOS DO ORTOSTATISMO EM UM PACIENTE COM LESÃO MEDULAR CERVICAL: UM ESTUDO DE CASO
Palavras-chave:
Lesão Medular, Tetraplegia, Ortostatismo, Efeitos Hemodinâmicos, Fisioterapia.Resumo
A medula espinhal desempenha um papel vital na coordenação e regulação das funções motoras e sensoriais no corpo humano. Entre os diversos tipos de lesões, a lesão medular destaca-se como uma das mais complexas e normalmente é resultante de traumas, como acidentes, onde suas consequências são severas, geralmente resultando em paralisia. Ela também afeta funções vitais, como a regulação da pressão arterial e da respiração, impactando a qualidade de vida e a funcionalidade dos indivíduos. Dentre as condições geradas dependendo da extensão e nível neurológico da lesão, está a tetraplegia, que resulta na perda da função motora e/ou sensitiva nos segmentos cervicais da medula espinhal e que atinge simultaneamente os quatro membros, o tronco e órgãos pélvicos. Em casos de lesão medular, há um comprometimento na capacidade de manter a bipedestação, o que demanda a intervenção da reabilitação para promover por meio do uso de dispositivos auxiliares, a manutenção do ortostatismo e a prevenção de complicações secundárias à lesão. O objetivo do presente estudo é avaliar os efeitos hemodinâmicos gerados pelo posicionamento ortostático passivo em um paciente com lesão medular de nível alto, por meio da análise visual e autorrelato durante e após a mudança de decúbito. Com base nos dados coletados e nas informações obtidas nas demais pesquisas da literatura, fica evidente a importância da abordagem do posicionamento ortostático no processo de reabilitação fisioterapêutica em pacientes com lesão medular, principalmente nos casos de tetraplegia. Os benefícios englobam o sistema motor, sensorial, fisiológico, emocional e psicológico. Contudo, é essencial que mais estudos de análise sejam realizados, uma vez que a literatura específica sobre essa intervenção ainda é limitada.