CISTOADENOMA DE VIA BILIAR
UM RELATO DE CASO
Palavras-chave:
cistoadenoma; cistoadenoma mucinoso; via biliar; colangiopancreatografia retrógrada endoscópicaResumo
Os cistoadenomas biliares são tumores císticos raros (menos de 5% de todas as lesões císticas do fígado). Histopatologicamente, são dois tipos: mucinoso e seroso. Mucinoso é o tipo predominante e ocorre em mulheres entre a quarta e sexta década de vida. A ressecção cirúrgica é recomendada devido ao potencial de recorrência e ao potencial de malignidade. Neoplasias biliares mucinosas císticas podem surgir ocasionalmente no sistema biliar extra-hepático. Existem apenas algumas centenas de casos relatados na literatura. Normalmente, os pacientes são assintomáticos ou apresentam um início insidioso de sintomas inespecíficos. O início agudo da dor geralmente é secundário à hemorragia intracística ou à ruptura do cisto. Essa neoplasia aumenta de tamanho durante a gravidez e com contraceptivos orais, sugerindo dependência hormonal. As neoplasias biliares mucinosas císticas são histologicamente divididas em dois tipos, dependendo da presença de estroma mesenquimal, que é um estroma subepitelial que se assemelha ao estroma ovariano. Aqueles com estroma mesenquimal são considerados portadores de um prognóstico favorável e são vistos exclusivamente em mulheres. Aqueles sem estroma mesenquimal são mais suscetíveis à transformação malígna e estão associados a um pior prognóstico. O fluido do cisto pode ser mucinoso ou seroso. O líquido do cisto tingido de sangue aumenta a preocupação com um componente malígno. Os tamanhos dos cistos são muito variáveis, com relatos variando de 1,5 a 35 cm. O diagnóstico diferencial inclui cistos hidáticos, cistos hepáticos simples, abscessos, hematomas e neoplasias císticas mucinosas com carcinoma invasivo associado (cistoadenocarcinomas).