As ESTRATÉGIAS DE COPING E EXPERIÊNCIA COMPETITIVA EM ATLETAS AMADORES DE VOLEIBOL DE QUADRA E AREIA
Palavras-chave:
Ansiedade pré-competitiva, Autorregulação, Estratégias de enfrentamento, VoleibolResumo
As demandas emocionais das competições influenciam a execução técnico-tática e a vivência esportiva de atletas amadores de voleibol. Este estudo teve como objetivo descrever as estratégias de enfrentamento (coping) e examinar sua relação com o tempo de experiência competitiva em praticantes de voleibol de quadra e de areia. Trata-se de pesquisa transversal, de abordagem quali-quantitativa e caráter descritivo-exploratório, com amostragem por conveniência. Participaram 25 atletas (≥18 anos) com experiência competitiva declarada. A coleta, on-line, utilizou questionário estruturado contendo informações sociodemográficas, tempo de prática (1–3; 3–6; >6 anos) e 21 itens tipo Likert (1–5), distribuídos em três domínios: foco na emoção (regulação emocional), foco no problema (orientação à tarefa) e evitação (esquiva/adiamento). Questões abertas abordaram ansiedade pré-competitiva e eficácia percebida das estratégias. Os escores médios foram 3,67 (foco na emoção), 3,45 (foco no problema) e 2,30 (evitação). O foco na emoção foi predominante (52%), seguido do perfil misto (28%), foco no problema (16%) e evitação (4%). Atletas com mais de seis anos de experiência demonstraram maior uso de estratégias ativas e menor evitação. Conclui-se que o enfrentamento no voleibol amador é predominantemente ativo, integrando autorregulação emocional e organização da tarefa, sugerindo a aplicabilidade de intervenções psicoeducativas breves e de baixo custo voltadas a esses domínios.
