TORÇÃO ESPLÊNICA PRIMÁRIA EM CANINO: DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E EVOLUÇÃO PÓS-OPERATÓRIA
Resumo
A torção esplênica primária é rara em cães, ocorrendo mais frequentemente em cães de grandeporte e tórax profundo. O diagnóstico é realizado com o auxílio de exame ultrassonográfico ou tomográfico, com confirmação por laparotomia exploratória, sendo os sinais clínicos inespecíficos como distensão abdominal, anorexiae dor à palpação. Este relato de caso descreve oatendimento de um cão de grande porte com distensão abdominal, letargia e mucosas hipocoradas. No exame ultrassonográfico foi observado esplenomegalia e líquido livre, como também a não vascularização esplênicadiagnosticada com o uso do doppler colorido. Foirealizada esplenectomia total sem distorção do órgão e ainternação do paciente. Com 6 dias de internamento opaciente recebeu alta médica e no dia seguinte retornou apresentando eventração devido o excesso de movimentação, realizou-se a rafia da musculatura. Após 7dias da eventração retornou ao hospital para realizar a ultrassonografia e hemograma de acompanhamento, apresentando uma peritonite focal moderada na região da incisão. Após 5 dias da síntese realizada para correção da eventração o paciente retornou para retirada dos pontos apresentando uma evolução satisfatória no processo de cicatrização da ferida cirúrgica.